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O meu caminho

Uma vida vivida entre mundos

O meu caminho nunca foi linear, e percebi que isso não é uma desvantagem, mas uma capacidade. Desde cedo, aprendi a transitar entre mundos: analítico e intuitivo, individual e coletivo, humano e mais do que humano. Fui formada em antropologia, com forte foco em cultura, organização e sistemas, e passei muitos anos formativos a trabalhar com e na China. Essas experiências moldaram a minha capacidade de observar dinâmicas sociais, perceber padrões subjacentes e compreender como o significado é criado em relação, e não em isolamento.

Do saber à facilitação

Trabalhar na universidade ensinou-me algo essencial: a verdadeira aprendizagem não acontece através da hierarquia ou da autoridade, mas através da facilitação. Aprendi a dizer «Não sei — o que achas?» e a confiar na inteligência coletiva. Isso lançou as bases para a forma como trabalho hoje com grupos e comunidades. Tornei-me hábil em perceber a dinâmica de grupo, navegar pela complexidade e manter espaços onde diferentes perspetivas podem coexistir sem precisar de se reduzir a uma única verdade.

​Culturas relacionais e autonomia

Durante os meus anos na China, encontrei o que mais tarde passei a chamar de cultura relacional — distinta tanto do individualismo quanto do coletivismo. O individualismo, especialmente em sistemas capitalistas e burocráticos, muitas vezes leva ao isolamento e à desconexão da vida. O coletivismo tende a suprimir a autonomia e a criatividade por meio da conformidade. As culturas relacionais, por outro lado, honram seres autônomos que estão profundamente inseridos em redes de relacionamentos significativos. Essa percepção permaneceu comigo desde então e continua a influenciar meu trabalho com indivíduos, comunidades e ecossistemas.

​O indivíduo além dos rótulos

Meu interesse antropológico mudou gradualmente das culturas como sistemas para os indivíduos como seres relacionais. Não como cidadãos, trabalhadores ou consumidores, mas como pessoas autônomas em diálogo com seu ambiente. Essa curiosidade mais tarde me levou ao aconselhamento e ao acompanhamento pessoal. Em diferentes contextos profissionais, incluindo saúde e serviço social, percebi consistentemente como a autonomia e a relacionalidade estavam ausentes — e como era transformador quando elas eram restauradas.

Queerness como liberdade, natureza como lar

Dois fios condutores percorrem toda a minha vida: queerness e natureza. Muito antes de ter palavras para descrevê-los, senti que não me encaixava em estruturas binárias — nem em termos de género, identidade, nem na forma como a própria vida quer ser vivida. Para mim, queerness não é uma identidade a defender, mas um recipiente espaçoso que permite que a complexidade, a fluidez e a diferença existam sem desculpas. A natureza sempre refletiu essa verdade para mim. Em jardins e paisagens, sinto um profundo sentimento de regresso a casa: um lugar onde a vida resiste à categorização, onde a fragilidade e a resiliência coexistem e onde o sentimento de pertença não precisa de ser conquistado.

Escrever como forma de dar sentido

 

Escrever sempre foi a minha forma de organizar a realidade. Desde os meus primeiros trabalhos académicos até aos ensaios atuais e à escrita de um livro sobre comunidades, escrever ajuda-me a articular o que está a emergir, especialmente em tempos complexos ou de transição.

 

Nos meus escritos, exploro como as culturas relacionais permitem que a autonomia, a comunidade e o pertencimento ecológico cresçam juntos.

 

Através da escrita, da jardinagem e do trabalho comunitário, estudo como os sistemas vivos se organizam quando as relações são saudáveis.

 

Pode encontrar o meu portfólio de autor através do link abaixo.

Testemunhos

Avaliações

O curso de jardinagem queer da Wende superou todas as minhas expectativas. A Terra Rosa encontrou a melhor guru de jardinagem de sempre.

Janie - Terra Rosa, Espanha

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Paisagismo

Portfólio

Abaixo encontrará uma seleção de projetos de jardins que criei e realizei em cooperação com os meus clientes.

A minha forma de trabalhar com as pessoas baseia-se na escuta profunda, na compreensão mútua e na definição de passos concretos. O meu trabalho é intuitivo, conectado com o outro e tem sempre um elemento de tradução em soluções práticas. Da mesma forma que trabalho com os meus clientes num projeto de jardim, presto aconselhamento, facilito workshops e processos comunitários.

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